Após Fico, o Gato do Rabo Emplumado, Darcy Ribeiro dá continuidade às suas “histórias gáticas”. Em Eu, Edo, com medo fedo (Global Editora, 72 páginas, R$ 39), a gataria se depara com um gato danado, bom de briga como ninguém. Só que esse gato,com corpanzil de atleta, quando se emociona, ninguém aguenta. A resposta está em seu apelido: Fedo! Sim, ele exala um odor de espantar qualquer um quando se envolve em apuros ou fica empolgado com qualquer coisa. Esse odor terrível passa a ser a arma mais mortal de Fedo. Mas também lhe rende muitas complicações. Sua vida de gato de rua é agitada pelas confusões em que se mete com Eufim, outro gato com quem convive pelas ruas do Rio de Janeiro. Além disso, é testado a todo o momento pelo doutor Uais, seu tio, que o ensina muitas coisas novas. “Todo gatinho nasce com o corpo perfeito, sabendo tudo que tem que fazer para fazer qualquer coisa. [...] Assim é o corpo de Edo. Cansado de apanhar de palmatória, ele desenvolveu sua defesa: deu de feder. Mas feder de uma fedentina tão fétida que nem o tio, nem ninguém, suporta. Agora Edo está aperfeiçoado. [...]”