Depois do sucesso de seu primeiro livro, O que é meu, José Henrique Bortoluci volta a investigar o Brasil, desta vez debruçando-se sobre as histórias de pessoas que, como ele, nasceram em meados dos anos 1980, durante a reabertura política do país depois de duas décadas de ditadura militar. São personagens reais, de origens e trajetórias diversas, a quem foi permitido acreditar que a democracia era um ponto de partida assegurado, mas que tiveram suas vidas moldadas pelas contradições e fragilidades de um regime que se pretendia fraterno, porém se revelou desigual e violento como nossa história.
A esses relatos, comentados com a lucidez do sociólogo e a sensibilidade do escritor, somam-se memórias políticas do próprio Bortoluci, cenas cotidianas que se justapõem, formando um panorama caleidoscópico que tenta englobar toda uma geração, “essa coisa estranha que vive na passagem entre aquilo que é meu e aquilo que é nosso”.
Uma cabo da Polícia Militar e doutora em serviço social que se