Este livro não é um manifesto contra a tecnologia. Sua proposta é diferente. Recuperar,
dentro de cada um, a possibilidade de retomar o controle sobre a própria vida. Lembrar
o caminho do faquir para fortalecer o corpo, sem se tornar prisioneiro da imagem. Usar
o caminho do monge para educar as emoções, sem se afogar nelas. E seguir o caminho
do iogue para afiar a mente, sem se entregar ao culto da produtividade. Ao longo da história, muitas tradições tentaram mapear a vida humana a partir de
caminhos de aprendizado: a via do coração, a via da mente, a via do corpo. Este livro
retoma algumas dessas visões a partir de três arquétipos: o monge, o iogue e o faquir. O
monge representa nossa relação com as emoções. O iogue, a relação com a mente. E o
faquir, nosso modo de lidar com o corpo.
Cada um de nós é atravessado por essas três tendências. Mas nem sempre elas estão em
equilíbrio. Quem cultiva só o corpo sacrifica tudo em nome da performance física.
Quem busca uma vivência