E se a exaustão crônica, a sensação de ser um “erro de fabricação” e a dificuldade de se conectar não fossem falhas de caráter, mas a arquitetura do seu cérebro? Partindo da frase que milhares de autistas adultos ouvem – “Você não parece autista” –, Ana Paula Lourenço revela o véu da invisibilidade em um manual visceral e contundente. Nascido de sua própria jornada de diagnóstico tardio, aos 39 anos, este livro não é teoria. É a voz de uma geração de “invisíveis” que mascararam sua dor para sobreviver em um mundo neurotípico. Com a precisão de uma clínica e a fúria de quem viveu na pele, a autora disseca os pilares da experiência autista adulta: a performance exaustiva do masking, o colapso do burnout, a guerra sensorial diária e a complexa teia dos relacionamentos. A obra vai além, mergulhando na experiência feminina, na dupla excepcionalidade (autismo e altas habilidades) e, finalmente, na imensa potência do cérebro autista. “Você não parece autista” é, ao mesmo tempo, um espelho par