Há quem diga que o amor une dois enamorados, fazendo-os “Um”. Este, sustentado pela fantasia de que o outro o completará, depara-se com o desencontro, comum à relação amorosa. Diante disso, o amor transforma-se em ódio e, por vezes, leva as pessoas à Justiça. O que resta dessa relação-ilusão, de completude, em uma Vara de Família? Como as demandas judiciais são atravessadas pelas questões psíquicas? Qual pode ser o desfecho desses casos, quando não se captura o movimento das entrelinhas do pedido de cada pessoa? Nesse cenário jurídico, qual é a função do psicólogo e do psicanalista?
Essas perguntas, juntamente com a prática no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desmembram um percurso em que o psicólogo e o psicanalista refazem espaços epistêmicos entre Direito de Família,
Psicologia e Psicanálise.
Assim, ao partir do significante “família”, apresenta-se o retorno à história, sua acepção no Direito e o que dela pode ser pensado por meio da Psicanálise. Isso permite ao leitor compree