Através de mitos e contos da narrativa oral, a psicóloga junguiana Tatiana Paranaguá reflete sobre a relação entre a transformação alquímica e a transformação subjetiva da alma.De que forma uma mulher que sofreu violências na infância se relaciona ao mito da Fênix? O que a história de João e Maria ensina sobre os predadores internos e externos à psique? Qual é a participação, na iniciação feminina, da figura do “noivo monstro” em contos como “A Bela e a Fera”? Por que objetos mágicos que escondem funções ocultas são tão presentes nessas narrativas?Reunindo casos clínicos, contos de fadas populares e obscuros e mitologias de diferentes partes do mundo, Tatiana Paranaguá costura elementos de narrativas orais a conceitos da psicologia analítica junguiana. A autora apresenta os principais arquétipos femininos em contos de fadas sob a ótica da alquimia, cuja lógica de transmutação das substâncias em ouro traz paralelos diretos com a transformação do indivíduo no processo de análise. Através