VIOLENCIA

VIOLENCIA
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Análises políticas contemporâneas têm destacado o reconhecimento necessário da precarização das condições de vida da maior parte da população mundial, o aumento da violência, do sofrimento mental e do desamparo num mundo atravessado por intensas situações traumáticas. No Brasil, como efeitos do colonialismo e da escravização, a falta de reconhecimento é endêmica e atinge primordialmente as classes mais pobres, as mulheres e negros da periferia, os que manifestam sua diversidade sexual e os indígenas. Aqueles que se tornam dejetos por não se incluírem no regime de trocas próprio do mundo do consumo e da financeirização das relações. Situação agravada pela pandemia, pelos discursos nazifascistas da extrema-direita e pelo avanço cruel do neoliberalismo. Trata-se de uma estratégia política, de uma mentalidade extrativista, de uma configuração mortífera para manter na exclusão as diferentes faces da desigualdade. Uma cultura que não cria possibilidades de equidade, de solidariedade,